A exceção é feita quando da vontade de escrever e do domínio sobre o quê de fato falar. Não como ou por quê. Mas simplesmente os assuntos e os motivos. Meio que por totalidade concentrados em um certo ambiente de comum acordo.
E o comum acordo parte da concordância entre eu e eu mesmo, quem diria? Tomando por base que escrever se tornou um trabalho, uma obrigação entre aspas, a rotina é por vezes prazerosa, satisfatória e imensamente divertida/informativa/curiosa.
Mas, voltando ao eu, puxar ao nível pessoal transforma em algo mais complicado o que muito simples é. Saber onde e de qual forma adequar as mudanças não se baseia numa fórmula ou equação, e sim no chute, na palavra arriscada e na evolução do texto feito em longas e reflexivas pausas.
E avistando um mural de rede social me deparei muito com questões que sinceramente escondi por meses e meses, eu diria. Um simples – e não uso a palavra como diminutivo para a situação – acidente serve ou deveria muito servir de lição. Mas uma lição verdadeira, daquelas de serem lembradas ao amanhecer e ao anoitecer. Ao começar e ao terminar. Ao parar e ao ir em frente.
Manifestações de carinho e amor descritas para alguém que, à exceção de crenças religiosas, jamais chegará a lê-las. Será que alguém se arrependeu por não ter manifestado o pensamento ainda em tempo de receber uma espécie de resposta? Esse é um ponto chave que tento me adaptar diariamente. Difícil, porém essencial.
Entretanto, o pensamento é dirigido em outra direção. A do quão possível é conquistar uma pessoa ou um grupo delas. A pessoa a qual me refiro conseguiu essa façanha quando em vida: conquistou, cativou e manteve ao seu lado uma enormidade de seres que, ao se manifestarem de forma tão solidária e emocionante, passam a certeza de querer ter conhecido aquele exemplo e aprendido com ele.
Agradar e desagradar pessoas são artes há muito colocadas no âmago de cada um ao nascer. É instintivo, mesmo que às vezes sem intenção, por mero acaso. O mundo é cruel. A única forma de justiça nesse mundo cruel é o acaso.
E como já antes manifestei aqui por essas bandas, a busca pelo agrado de gregos e troianos é uma cobrança diária imposta sem intenção clara definida. Mas aí é de pensar: será que surge algum efeito disso? E um pouco mais importante: será que o efeito é positivo?
Os contatos sendo perdidos e retomados. Quais os motivos e as razões por trás das específicas mudanças? É gente que vai e não volta. Gente que vai e volta ‘metade’. Gente que volta trazendo aquilo que tinha levado. Gente que um simples – repito a expressão com a mesma intenção anterior – acidente pode tirar a chance de voltar.
E se for comigo? Terei cativado alguém? Terei cativado muitos? Teria cativado a mim mesmo se olhasse do lado inverso ao rotineiro? Minha resposta às perguntas é sinceramente desconhecida ainda, apesar da quase vergonha em não transparecer uma definição positiva a partir das mesmas.
A única certeza é que jamais na história desse país fugi tanto de desentendimentos, de processos de afastamento inclusive inevitáveis. Infelizmente, o fugir do desentendimento também possui os precisos aspectos negativos que podem vir a afastar pessoas, proporcionando a transformação do carinho nutrido por elas em mera lembrança – raras vezes nostálgica.
Dizem que a vida só vale a pena quando alguém sente falta da gente, e eu honestamente concordo.
Assim que você encontrar o seu lugar, guarde embaixo do solo suas mágoas.


